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Rondonienses cobram Marcos Rocha por decisão que eleva ICMS dos combustíveis após recusa a subsídio do diesel
Após recusar subsídio ao diesel, Rondônia participa de atualização do ICMS sobre combustíveis, e decisões do governo geram cobranças sobre impacto no bolso.
Em abril de 2026, Rondônia recusou participar do programa federal de subsídio ao diesel importado, proposto pelo governo do presidente reeleito Lula. A iniciativa previa uma ajuda de R$ 1,20 por litro, com divisão dos custos entre a União e os estados: R$ 0,60 para cada parte. Rondônia foi o único estado brasileiro a permanecer fora do programa.
Os consumidores de Rondônia têm mais um motivo para cobrar explicações do governo estadual. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou a atualização das alíquotas fixas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis e gás de cozinha, com vigência a partir de 1 de fevereiro de 2027. A mudança representa um acréscimo de R$ 0,07 por litro de gasolina, R$ 0,13 por litro de diesel e R$ 0,91 por botijão de gás de 13 quilos.
A medida aumenta a preocupação de motoristas, trabalhadores, transportadores e famílias que já enfrentam o peso dos combustíveis no orçamento. Em Rondônia, onde as grandes distâncias e os custos logísticos encarecem o abastecimento, qualquer elevação da tributação pode repercutir no transporte de mercadorias e, consequentemente, no preço de produtos e serviços.
A atualização das alíquotas foi aprovada pelos representantes dos governos estaduais e do Distrito Federal no Confaz. Embora se trate de uma atualização nacional, prevista na legislação que estabelece a cobrança monofásica do ICMS sobre combustíveis, a participação de Rondônia na decisão coloca o governo de Marcos Rocha diante de questionamentos sobre suas escolhas fiscais e os efeitos dessas medidas no orçamento da população.
A cobrança sobre o governador ganha ainda mais relevância diante de uma decisão anterior. Em abril de 2026, Rondônia recusou participar do programa federal de subsídio ao diesel importado, proposto pelo governo Lula. A iniciativa previa uma ajuda de R$ 1,20 por litro, com divisão dos custos entre a União e os estados: R$ 0,60 para cada parte.
Rondônia foi o único estado brasileiro a permanecer fora do programa. A adesão das outras 26 unidades da Federação foi confirmada após as negociações. Na ocasião, a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) alegou falta de espaço fiscal e orçamentário, além de questionar a efetividade da medida para reduzir o preço do combustível ao consumidor.
Em maio de 2026, a secretaria informou que a adesão ao programa representaria uma despesa estimada em R$ 28 milhões para Rondônia durante os 60 dias de duração da iniciativa. Segundo a justificativa apresentada pelo governo, o impacto total poderia chegar a R$ 81,1 milhões, exigindo remanejamento de recursos de áreas como saúde, educação, segurança e assistência social.
Agora, a participação do estado na aprovação da atualização das alíquotas do ICMS coloca o governo estadual diante de uma questão que merece esclarecimentos. Se não havia espaço no orçamento estadual para contribuir com uma iniciativa destinada a reduzir o preço do diesel, por que Rondônia participou de uma decisão que atualiza a tributação sobre os combustíveis?
A população tem o direito de cobrar explicações sobre essas escolhas e seus efeitos. A justificativa orçamentária utilizada para rejeitar o subsídio não elimina a necessidade de o governo esclarecer sua posição diante de uma medida que poderá elevar os custos para consumidores e setores produtivos.
A questão ganha ainda mais importância em Rondônia, onde o diesel é essencial para o transporte de alimentos, mercadorias e insumos. O aumento dos custos pode pressionar o valor dos fretes e chegar às prateleiras dos supermercados, afetando diretamente as famílias, especialmente aquelas com menor renda.

Com a atualização, a alíquota fixa do ICMS sobre a gasolina passará a R$ 1,64 por litro, enquanto a do diesel chegará a R$ 1,30 por litro. No caso do gás liquefeito de petróleo (GLP), o imposto será de R$ 1,54 por quilo.
Embora a atualização da tributação não determine, isoladamente, o reajuste exato nas bombas, a mudança representa uma pressão adicional sobre os custos de comercialização. O valor efetivamente pago pelos consumidores também depende dos preços praticados por produtores e distribuidores, dos custos de transporte e das margens de revenda.
Os reflexos econômicos podem ultrapassar os postos de combustíveis. Quando o diesel fica mais caro, o transporte rodoviário sente os efeitos, assim como os setores que dependem da circulação de mercadorias. O resultado pode ser o encarecimento de alimentos, produtos e serviços.
Com a entrada em vigor prevista para fevereiro de 2027, a atualização do ICMS coloca as decisões do governo Marcos Rocha novamente sob questionamento. Nas redes sociais, internautas criticaram a participação de Rondônia na aprovação dos novos valores. No canal Juventude Rondônia, uma internauta comentou: “Governador que ‘governa’ contra o povo, dá nisso”. Outro usuário publicou: “Depois querem colocar a culpa no governo federal”.
As manifestações refletem a insatisfação de parte dos internautas com a medida e reacendem o debate sobre as escolhas fiscais do governo estadual. A questão que permanece é: por que Marcos Rocha alegou falta de recursos para ajudar a baratear o diesel, mas Rondônia participou da aprovação de uma atualização tributária que poderá elevar os custos dos combustíveis e pesar no orçamento dos consumidores?
Informativo RO · Publicado em 01/11/2026 21:11
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